Viver mais e melhor
Já não causa surpresa encontrar um idoso correndo em um parque da cidade logo pela manhã. O turismo voltado à terceira idade é uma realidade, assim como os intercâmbios de idiomas que têm nos maiores de sessenta anos um dos grupos que mais cresce. O que está acontecendo? Será que já não se fazem mais “velhinhos” como antes?
Os números confirmam essa percepção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística¹ (IBGE) , a expectativa de vida no Brasil aumentou 11,3 meses em 2023 em relação a 2022, alcançando 76,4 anos e superando o patamar pré-pandemia (76,2 anos em 2019).
Esse crescimento não é um ponto fora da curva. Trata-se de uma tendência observada há décadas, interrompida apenas durante a pandemia. Na década de 1940, a expectativa de vida ao nascer era de 42,9 anos para homens e 48,3 para mulheres. Já em 1970, havia subido para 54,6 e 60,8 anos, respectivamente.
Estamos vivendo cada vez mais — e melhor. Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), com dados de um milhão de pessoas acima de 50 anos em 41 países, revelou que nossos cérebros estão mais ativos do que os das gerações anteriores. Em 2022, uma pessoa de 70 anos demonstrava as mesmas habilidades cognitivas que alguém de 53 anos em 2000. Da mesma forma, a fragilidade física de um septuagenário em 2020 correspondia à de um cinquentão em 2000.²